companhia ou solidão?

 A noite tornou-se minha companheira. Enquanto o mundo dorme, eu existo no silêncio, presa entre pensamentos que não me deixam descansar. Madrugar deixou de ser um acaso e tornou-se um hábito, um ciclo que se repete sem eu conseguir quebrar.

Troquei o dia pela noite sem querer. As madrugadas são longas, vazias e cheias ao mesmo tempo. O escuro parece um convite para pensar mais do que devia, para revisitar tudo o que me assombra, para analisar cada detalhe daquilo que já passou.

O sono foge de mim, mas os pensamentos não. As horas passam e eu continuo aqui, entre o cansaço e a inquietação, sem saber se quero dormir ou se prefiro ficar acordada a ver o tempo correr. O mundo lá fora não espera por mim, mas a esta altura, já nem sei se isso faz diferença.

Fecho os olhos por um instante e quando os abro, o sol já nasceu. Mais um dia começa, mas para mim, tudo continua igual. Talvez hoje eu durma. Talvez não.

Tori Spring.

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